segunda-feira, janeiro 14, 2013


Recadinho

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Oláá, sei que tenho pouco seguidores, provavelmente devido a raridade de posts, mas inspiração pra escrever algo realmente bom é difícil. Porém percebo que algumas pessoas sempre estão aqui comentando (obrigada por isso).

Enfim, vim dizer que eu, juntamente com algumas amigas, fizemos um novo blog, o Garotas de plástico!

Meus textos são postados todas às segundas, mas durante a semana toda as meninas postam sobre assuntos variados, como moda, beleza,  música, livros e até culinária. Podem dar uma passada no perfil para ver quem somos e o que cada uma faz direitinho.

Modéstia a parte achei nossa ideia muito interessante.

Esse é o meu primeiro texto: Começo de ano, começo de blog, começos...

Mas prometo não abandonar esse blog. Deem uma olhada!

terça-feira, dezembro 11, 2012


Oração

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Um dia, quando estiver andando pela rua, ou vendo um filme, ou comprando um CD, em um dia de domingo qualquer, você vai tropeçar em uma saudade sem comparação e de repente, vai se lembrar de alguém que foi e não volta mais.

Não me refiro às pessoas que foram levadas desse mundo, pois essas, de alguma forma, nós aprendemos a deixar ir. Depois que a dor do luto passa, a guardamos como uma saudade boa, esquecemos as mágoas e arquivamos as boas memórias.

Eu falo daqueles que são levados de nós sem desculpas de nenhuma causa natural, aqueles que, talvez por um tropeço nosso, decidiram que o caminho deles era mais seguro sem nós.

Eles seguiram e continuam por aí, sadios e sorrindo. Você sorri também, afinal ninguém nunca morreu de amor. Quem disse? Se morre disso todos os dias. Amor é a pior doença, a mais silenciosa, mata por dentro,  não a carcaça, mas a alma, não leva a saúde, mas às vezes o sorriso, nos deixa meio zumbis, meio vagando por aí. Mas, como todo bom veneno, qual melhor cura pro amor se não o próprio?

Talvez essa saudade que se tem de quem já foi e continua por aí seja a maior prova da singularidade de todos aqueles que passam em nossas vidas. Da beleza única que nos faz gostar de alguém no primeiro olhar. Da maneira que mexe no cabelo e sorri, até o jeito de caminhar. E depois, quando se olha de novo, as covinhas ou ausências delas, o jeito profundo de olhar, as conversas sérias, ou as risadas superficiais, talvez o incrível talento pra dançar mal, o abraço, os sonhos, o jeito como virou para trás na despedida.

Cada pessoa tem sua própria maneira de nos cativar.

Talvez você não saiba mais onde ela esta, ou sabe, mas não adianta ligar, adicionar em uma rede social, ou bater na porta em um dia chuvoso, porque o que acabou não foi a história, nem o amor, esse nunca acaba, o que acabou foi a festa, não é mais tempo para vocês e o tempo não volta, não recomeça e nem é reciclável.

No fim, temos que aprender a lidar com o luto, também, de quem continua entre nós e rezar. Que Deus os tenha, vivos, mas longe. Amém.

quarta-feira, outubro 24, 2012


E se acabar amanhã

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Alô amor. Eu tava aqui pensando, e se o mundo acabasse amanhã, o que eu faria? Talvez eu te ligasse, “você viu a notícia?” Eu diria. Porque se o mundo acabasse amanhã, não ia ter mais medo de você não atender, não ia ter dia seguinte pra eu reclamar e pra você me dizer que simplesmente não tava afim de falar.

Se o mundo acabasse amanhã acho que eu corria, fugia, mentia, dizia pra mim mesma que ia pra um lugar qualquer, mas no fim ia te ver, conversar sobre qualquer bobagem, ou melhor, não falar nada e deixar as palavras pra um depois que nunca ia chegar.

Se o mundo acabasse amanhã eu pedia desculpa por tudo que eu fiz, mas quero que saiba que se eu não pedi, não foi orgulho, foi covardia, foi medo de você não perdoar.

Eu sei que deixei algumas coisas pra fazer, algumas promessas pra cumprir, algumas dívidas pra quitar, mas e se acabar? Ah, se acabar não tem mais tempo, agora é vai ou racha, é tudo ou nada, ou ama ou deixa pra lá.

Mas o mundo já acabou tantas vezes e ninguém viu, então deixa eu falar o que eu queria falar, só pra garantir que você entendeu. 

Eu te amo, dorme com Deus.

sábado, setembro 29, 2012


Flores morrem, olhares ficam para sempre.

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Cheiro bom, beleza inconfundível, mas não passam disso.

Busco, em algum lugar no fundo do meu subconsciente, respostas para perguntas que, por desvaneio, esqueci de fazer. Tento encontrar a verdade por trás das mentiras que as rosas podem trazer. São espinhos. 

Os espinhos que se escondem e escondem muita coisa. Escondem dores, sonhos não realizados, amores perdidos. Escondem tudo do tempo que passou e não volta mais e escondem a verdade, que machucamos, que fomos machucados, que somos humanos, e, por nos encontrarmos nessa condição de seres pensantes, ainda temos muito a aprender.

Visto isso, a ilusão me parece mais como uma fatalidade prevista, inevitável e aceita, tal como a morte, tal como a vida.

Por isso prefiro pôr olhares nos vasos e regá-los para que cresçam, para que de simples admiração, se tornem olhares de amor. Pois eles não são de mentir, não é de sua natureza, eles só contam verdades, mesmo que essas verdades não devam ser reveladas.

Há também olhares que me cansam, me cansam pelo mesmo motivo que fascinam, pois são verdadeiros e você sabe o que por trás deles. Então há aqueles olhares que estão com você, mas estão em outro lugar, que te veem, mas não te enxergam, olhares que mesmo quando sorriem, choram. Mas há aqueles que se salvam, que te olham, te leem, e sem dizer uma palavra, dizem tudo.

Para um desses vou correr agora, porque todas as perguntas que eu não fiz, todas as verdades que não vieram e todas as flores do mundo de nada valem diante dessa prevista, inevitável e aceita fatalidade que é o amor.

segunda-feira, setembro 03, 2012


E agora?

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E agora, o que a gente vai fazer de nós? Quem é que vai deixar a gente a sós, pra discutirmos todas as coisas que não tivemos coragem de falar?

E agora que já tem tanta pedra no caminho e você não está disposto a juntá-las comigo pra gente construir o nosso castelo. Agora que eu tenho que andar por aí sozinha, nas ruínas, do que um dia quase foi nós.

E agora? Que o tempo passou, a música acabou, mas o sentimento continua aqui?

O que a gente vai fazer dos olhares tão carinhosos, dos abraços tão bem dados, dos porquês tão justificáveis? 

O que a gente diz pra todo mundo? Que não tem espaço, pra eu e você juntos ou que simplesmente já não é mais tempo pra dançar?

A gente pega tudo e joga no lixo? Pelo menos nisso você está disposto a me ajudar?

E eu agora? O que faço comigo? Sigo meu caminho ou te espero voltar?

sexta-feira, maio 11, 2012


Arrependimentos à parte, vamos viver.

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Muitos perguntam: se você pudesse voltar no tempo e mudar uma coisa na sua vida, o que você mudaria? No primeiro momento vem uma série de coisas na minha cabeça, decisões que eu deixaria de tomar, pessoas que eu eu gostaria de apagar, coisas que eu teria  feito e não fiz, mas quando para e penso  fundo sobre isso, a resposta mais óbvia é: nada., porque quando me imagino de volta no lugar e momento do passado que me trouxe até aqui me vejo tomando a mesma decisão novamente.

Nada, nem a pior das escolhas que fiz até hoje trouxe só coisas ruins, pode ser que com você seja diferente, mas eu dou graças a Deus, ou graças a mim,  por cada erro que cometi, pois sem eles eu não seria quem eu sou hoje.

Digo isso porque acredito que as pessoas se torturam muito pensando em porque não fizeram isso e aquilo e esquecem que quando olhamos pra trás estamos olhando com os olhos de outra pessoa, a pessoa que nos tornamos, uma pessoa completamente diferente da que nós éramos e completamente diferente da que vamos ser amanhã.

Quando fazemos uma escolha, estamos sob a pressão de uma milhão de váriáveis, às vezes não temos tempo pra pensar, às vezes agimos por impulso, estamos com medo, cansados ou fora do nosso estado normal, muitas vezes o amor, ou a dor está nos sufocando, mas fazemos o que fazemos por alguma razão. Sua melhor amiga, sua mãe, ou você mesma hoje, sabendo o que sabe, faria diferente, mas todas essas pessoas não são quem você era, você não é quem você era.

E essa pessoa e todas as estúpidas decisões que ela tomou te trouxeram até aqui.

Então, use as lembranças para coisas boas, pare de torturar a si mesma, imaginar como tudo seria diferente, ou viver e reviver momentos que nunca aconteceram, enfim, deixe de se concentrar no que poderia ter sido e se concentre no que ainda pode ser.

quinta-feira, abril 26, 2012


Do tudo ao nada.

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Você chegou rápido, como sempre chega em qualquer situação, me olhou bem fundo nos olhos e se foi e eu não soube ir atrás.
Nós éramos diferentes e iguais ao mesmo tempo, houve vezes que nos completamos, mas também vezes que quebramos e copos quebrados não se consertam, por isso terminamos assim, ambos juntando os pedaços do que já pareceu bom um dia. Ou fui só eu que quebrei?
De qualquer forma, haviam peças demais nesse quebra-cabeça e eu não soube montá-lo como deveria.
Você era a pressa e eu a espera, você era a brincadeira e eu risada, você era amor e eu paixão que passa. Mas houve coisas que fomos ao mesmo tempo, fomos covardia e o medo de tentar, nós fomos abraços, mas também fomos distância, fomos sorrisos e olhares que queriam dizer tudo, mas muitas vezes não queriam dizer nada, e nos enganamos, juntos, em buscar significados ocultos em coisas que não faziam sentido algum.
Você tentou, você correu e eu fiquei parada, como sempre fico em qualquer situação, apenas olhando, analisando, deglutindo palavra por palavra que você dizia, fiquei tão obcecada em analisar cada momento que esqueci de vivê-los, então você partiu. Acontece sempre.
Acho que sempre vai ser assim, todos seguem suas vidas, ficam um pouco e depois partem, enquanto eu continuo parada, fotografando cada sentimento, escrevendo cada sentimento, sentindo, com toda força, cada sentimento e enquanto não houver alguém com paciência para sentar, observar e esperar enquanto eu compreendo o que acontece dentro de mim, nunca haverá nós em nenhum lugar. 
E hoje, graças a minha incapacidade de correr e sua incapacidade de esperar, nós somos nada.

terça-feira, abril 24, 2012


O tal do amor...

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Amor é coisa de gente grande, já diziam os sábios e a gente ouve, acredita, mas não prática, porque mesmo não sendo gente grande ainda gostamos de brincar de ser. Amor deixa de ser coisa de gente grande e passa a ser coisa de gente. E ponto final.

Afinal, se amor não escolhe cor ou classe social, por que iria escolher idade?

Até porque seria pedir demais que não sentíssemos nada quando alguém pegasse um violão pra cantar, mesmo que desafinando um pouco, nossa música favorita, que não ficássemos vermelhos quando nossos olhos encontrassem o de outro alguém, seria pedir demais que não nos apaixonassemos pelo jeito de olhar, pela suavidade do abraço ou pelo sorriso que ganhamos toda vez que dizemos algo engraçado. Pedir que isso não nos abale, que isso não chegue no nosso coração é pedir demais, é pedir o impossível.

Acontece o tempo todo e acontece com todo mundo, encontramos pessoas que nos tocam e há pessoas que são tocadas por nós também, não dá pra esperar virar gente grande pra isso acontecer.

Além disso, quando é que se vira gente grande? Quando se consegue a maturidade? Quando votamos no presidente? Quando finalmente saímos da casa dos nossos pais? Ou quanto tiramos carteira de motorista? Talvez seja quando se ama, por isso amor é coisa de gente grande, porque pra amar alguém, de verdade, precisa ser mais que gente, precisa ser grande.


domingo, janeiro 22, 2012


O nosso nós

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texto antiguinho


Estive encostada na esquina da estrada que ligava meus passos aos seus. Observava, em silêncio, cada caminho que você seguia como se não me importasse.  Como se não me importasse se aquilo te machucaria, se os seus erros podiam ser irremediáveis, se um dia a força de minhas palavras fez você sangrar, captava a profundidade de seus suspiros como se, para mim, não tivesse importância se outros olhos eram donos de sua tristeza. Importava. Ainda importa. Apenas, recuso-me a acreditar que minha dor foi bem maior que a sua, recuso-me aceitar que esse sentimento vem de mim, recuso-me a contar a verdade pro mundo. 

Eu estive encostada, cansada, sentada aqui por tanto tempo esperando que você atravessasse a rua e eu simplesmente esqueci de como é andar por ai sem você. Não me recordo de não te carregar dentro de mim, não me lembro de uma dia em que seu nome não veio à minha cabeça.

A história eu sei de cor, salteado e virado de cabeça pra baixo, o sentimento sinto por completo, e a música canto não apenas o refrão, o que me falta é a coragem para te dizer tudo que você já sabe. Eu não tenho, é mais forte que eu, o silêncio é mais meu amigo do que as palavras que podem vir da sua boca. E você sempre fingiu seguir em frente, mas quando distante nunca esquecia de virar para trás e conferir se eu continuava aqui e, no encontro dos nossos olhos, nós tinhamos certeza de que o tempo nos tornou dois covardes, eu nunca corri e você nunca voltou, mas no caminho, encontramos uma curva.

Nunca nos demos bem com prisões e há tantos casos e acasos que nos prendem que, no final, acabamos por nos sentir como bandidos, sem direito a condicional, refugiados em uma casa qualquer na esquina.

Eu estou aqui, a nossa melodia está tocando, nossos olhares estão falando mais que nossas palavras, e não há milagre que transforme o que é nós em eu e você, porque no final, sempre voltamos para nossa própria casa.

quarta-feira, janeiro 11, 2012


Tempo, tempo, tempo...

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Difícil saber quando é hora de partir. Não, difícil é aceitar que essa hora já passou há muito tempo.

A vida me chamou pra sair e eu atrasei, depois ela me ligou com voz de choro dizendo que eu brinquei com fogo e que oportunidades a gente não joga fora assim, enxugou as lágrimas do outro lado do telefone e declarou que não sabia quando ia voltar.

A verdade é que eu não queria ir. Me bateu uma depressão, aquela que bate quando a gente tem medo de largar tudo pra trás e começar de novo, quando se tem que esquecer pessoas, deletar sentimentos e aquietar o coração. A gente pensa  depois desiste, só porque o futuro é imprevisível demais para se tentar passar por ele. Mas o futuro chega para qualquer um, não importa o que a gente faça, o passado sempre passa e o presente tá ai pra dizer que não importa o que aconteça amanhã o sol vai nascer.
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